domingo, 12 de dezembro de 2010

Superar o ego


Tenho ouvido muito essa frase superação do ego, desapego e outras tantas coisas.

Mais será que os que dizem ter conseguido tal coisa realmente o conseguiu?

Às vezes tenho certeza que não, pois algumas dessas pessoas se tornaram arrogantes, passaram a ver o resto do mundo com certo desprezo como se as outras pessoas nada fossem ou soubessem!

O que vejo muito são pessoas que buscaram a luz, mas se cegaram com ela não se importam mais com nada alem delas próprias e seu bem estar.

Todos entendem perfeitamente que a superação do ego e o desapego a muita coisa não e se tornar um santo, isso e bem claro mais também não e um motivo pra ser arrogante e ate mesmo cruel com aqueles que ainda não alçaram tal grau de conhecimento!

O que mais tenho visto ultimamente são algumas pessoas que se dizem iniciadas e que superaram seu ego e etc. ofender umas as outras. Vejo iniciados da tradição x falar que a Tradicional y não e validada e tal .E isso que eles chamam de evoluir?

Pra mim quando se quebra o ego as pessoas passam a olhar as outras como iguais, dobrar o ego e se livrar dos preconceitos tolos e ver as pessoas como elas são aceitar as diferenças

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Uvas verdes



Tenho visto em muitas comunidades na internet uma coisa muito estranha que o desejo de falar mal de manchar a reputação de algumas pessoas ou Tradições.

Tem gente que quando não consegue aquilo que quer faz como a raposa da fábula de Esopo sai falando mal inventando, tentando manchar aquilo q ele não foi capaz ou não era bom suficiente para alcançar!

Agora entendo porque a bruxaria sobreviveu nas sombras, que pra mim o lugar para onde tem q voltar, pois se antes nosso inimigos eram os inquisidores e a igreja hoje nossos inimigos são aqueles que estão dentro do nosso circulo pronto pra trair um juramento o difamar aqueles que lhe disserem não.

Fico pensando o que se ganha espalhando coisas q não podem ser provadas sobre tal pessoa ou sobre tal tradição. E se tem como provar porque não o faz?

São pessoas que perdem muito tempo tentando provar que o caminho de alguém e uma mentira e nunca vão percorrer seu próprio caminho serão sempre a sombra daquele que tentam difamar!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Diferenças


Fui em um evento sobre paganismo que me fez refletir sobre muitas coisas.
Em primeiro lugar ver q o modismo de ser bruxo ou bruxa passou,
2- como tem gente q ainda acha q a wicca e essa mistura sem sentido pregada por ai e que muita gente fala sem saber do que esta falando
3-Nao ha a menor possibilidade de pessoas com idéias tão diferentes sobre bruxaria possam viver em comunhão não da mesmo,dava pra sentir no ar durante o encontro q ninguém ali aceitava o pensamento do outro e so nao contestou para passar a imagem de bom pagão!
4- Possa estar errado sobre tudo q falei afinal nao sei bem qual e o verdadeiro caminho! Mais tenho certeza q o caminho não e tão florido e belo como foi pregado durante o encontro!
Realmente sai dela com no máximo tres frase q me serviram pra refletir fica apenas a imagem de como a "cuica" ainda consegue seus seguidores q nao querem ter o trabalho de ler de seguir um caminho longo e sempre irão procurar atalhos!!

domingo, 18 de abril de 2010


A Pseudo-Bruxaria

Por Asgard

Àqueles que buscam a beleza nos caminhos da

bruxaria, eu também - pois muitos já o fizeram -

alerto de que aqui não a encontrarás, senão mediante

muito esforço, dedicação e sofrimento.

A Bruxaria não é a tradição nem o caminho para o povo,

para o público laico que deseja somente mais um

espetáculo, mais uma cena nesse circo imaginário em

que vive. Os deuses não são palhaços, como também

os bruxos não são seus malabares.

Nenhuma divindade, no passado e no presente, e no

futuro desejamos nós, procurou agradar o ser humano,

pois para agradá-lo é necessário consentir com seus

erros; qual a mãe que acatando todas as vontades do filho

verá nascer dele um homem sério e louvável ? Nenhuma

é a resposta que a lógica nos dá. Assim, não esperemos

dos deuses fartos buquês de rosas, ou bálsamos para

todas as nossas dores egocêntricas.

Os Antigos não estão aqui para nos agradar, como tanto

se diz; estão para nos ajudar nesse eterno processo de

evolução, e para evoluirmos devemos confrontar-nos com

nossos próprios defeitos, nossas fraquezas, esses os

verdadeiros demônios. Tal ciência não é tida por muitos

atualmente, procura-se enfeitar os velhos tempos e pintá-los

de rosa para receber os deuses que criamos em nossa

imaginação, baseados em egrégoras milenares, mas que

possuem como única característica o fato de existirem apenas

para alimentar e nutrir os temores dos homens. Esses deuses

de hoje não são os deuses de ontem, são bodes nos quais o

homem põe a culpa de seus atos pela evidente fraqueza que

possuem no momento de encará-los.

Após o crepúsculo dos deuses, quando os Antigos deixaram a

humanidade tornar-se órfã, apenas poucos seletos abrigaram e

guardaram consigo a chama sagrada, mantendo protegidos os

velhos ensinamentos que, nas mãos do laicato, se tornariam

armas utilizadas em seu próprio suicídio.

Nem todos os homens estão preparados para conhecer certas

verdades, os homens não são iguais, se o fossem, não haveria

mais sentido em se manterem aqui, logo fariam melhor

suicidando-se coletivamente, e poupando aos deuses o

trabalho de limpar a terra de um mundo preenchido de lodo

e lama.

Esses grupos e sociedades que preservaram os segredos, o

fizeram porque sabiam de sua importância. Deixar os homens

sozinhos e permitir que os últimos mistérios se fossem, seria

o mesmo que condenar a humanidade ao fatal destino que tantos

profetas já previram. A Bruxaria está aberta a todos, como uma

ciência e religião. É ela que mantém acesa na Gália a velha

chama de Héstia, que também queimava em Roma. Porém,

poucos são aqueles abertos à verdadeira Bruxaria, aos

verdadeiros segredos que regem os ciclos da Terra, da Natureza

e do Homem.

O que se encontra hoje tão disponível na grande mídia, não é a

velha trilha que leva aos antigos bosques de carvalho. Essa se

mantém preservada dos olhos invejosos de certos povos. O que

se encontra nela são apenas farsas, comédia e novelas para

aqueles que procuram diversão, muitas vezes cercada de

perigos desconhecidos.

Brincar com os deuses é brincar com a vida, e com a morte.

Pois o mesmo que dá a vida a toma, assim é a eterna espiral,

a Grande Mãe que alimenta com seu corpo os filhos pródigos,

e com esse mesmo corpo os enterra.

O que estamos tentando explicar, é que nem tudo que reluz é

ouro, como já ensinavam nossos antepassados. Não basta

desenhar esferas para criar mundos, não basta acender velas

para conversar com o elemento vital; é mister conhecer o

segredo de que os deuses não são e não podem ser banalizados

como peças de um jogo de xadrez.

Querer representar os deuses comolindos anjos dispostos

a servir à humanidade, é errar de forma tríplice: é atentar

contra si mesmo, contra a verdade e contra a divindade.

Muito se procura banalizar os deuses em nosso tempo:

Afrodite tornou-se uma versão helênica da Smuferti, aquela

duendezinha azul dos desenhos animados, e esquece-se

de que na Trácia, sob o nome de Afrodite Zerintia, ela

recebia como oferenda sacrifícios de cachorros, animal que

muitos tem como membros de sua família.

Ao ler isso muitos se assustarão ao saber que sua bela e

rosada deusa recebia sacrifícios de animais. Poucos sabem

também, que para os atenienses, ela era conhecida como a

mais velha das Moiras. As Moiras, sombrias deusas do

destino, que traçavam a vida e a morte dos seres, tinham

como irmã a deusa do amor; porém, não esse amor fútil dos

homens de hoje.

Hécate, senhora da encruzilhada, vagava nas noites escoltada

por inúmeros fantasmas e monstros, e certas criaturas a tem

como Mãe, acendendo lindas velas e proferindo belas orações

em sua honra.

Sekhmet, a leoa do Egito, hoje mais parece Bastet, um gato

inofensivo. Isso nas mentes doentias das criaturas que merecem

mais a morte do que a vida digna dada pelos deuses para que

tornemo-nos ventos e tempestades.

Em todos os mistérios, nenhum ser era admitido senão após

passar por provas de capacidade, ritos de iniciação e de passagem,

ritos esses que muitas vezes punham em risco a vida daqueles

que os testavam. Atravessar a tempestade de frente é a melhor

maneira de provar ao Vento que se é digno de conhece-lo.

Hoje se vendem cursos e certificados de iniciação, onde o neófito

pouco conhece dos perigos de se clamar aos deuses, sem mostrar-se

digno disso. O homem é mortal por seus temores e divino por seus

desejos, de fato possui em si a centelha de sua origem divina. Para

se tornar maior, o Homem deve enfrentar pedras em seu caminho,

andar contra a tempestade, nadar contra a correnteza, olhar o fogo

subjugando-o. Para se mostrar digna dos deuses, a humanidade

deve colocar-se acima de tudo o que é inferior. O medo e a ignorância

são seus piores inimigos nessa senda.

A ignorância da qual falamos, é a ignorância de si mesmo, aquela

que te faz mentir por medo de encarar a realidade e assim obter meios

para moldá-la conforme sua vontade. A verdadeira Bruxaria é a arte

do desejo, da vontade sobre todas as coisas, é a arte de criar.

A pseudo-bruxaria, porém, é aquela que procura negar ao Homem o

direito de se tornar divino, é a que procura enfeitar e inventar para

chamar atenção, é a que procura a mídia para divulgar-se para a

platéia. A pseudo-bruxaria cria círculos, inventa cantos, pendura

flores, apenas para tentar convencer. Isso a difere da verdadeira

bruxaria, que não procura convencer os Homens ou se fazer respeitar

por eles. Nosso objetivo é maior.

Em verdade dizemos: não procura rebanho caro caminhante, procura

mestres na observação da natureza e seu ciclo. Aquele que procura

rebanhos é o que tem necessidade de mostrar-se, acredita-se tão

evoluído que não possui mais o que aprender. A esse dizemos que

se encontra em lugar errado, deveria estar em Avalon, a Terra da

Maçã, ou então nos contos infantís sendo a própria maçã. Tenha o

aprendizado como hábito, não como objetivo, já dizia certo

conterrâneo de Aquiles.

Não procuramos aquele que sorri. Seus dentes são prezas e nós apenas

suas futuras vítimas. Procura a fera que não esconde suas garras,

enfrenta a Esfinge, e encontrarás o caminho de Eleusis. Não procura

aquele que te agrada: os escolhidos dos deuses são desumanizados,

dizia Fortune, e como tais se tornam incompreensíveis para o resto

da humanidade.

Assim foi com todos os magos e gênios que passaram por esta terra.

Mostre-se digno dos deuses e serás desprezado pelos Homens.

Paracelso morreu aos 48 anos, morto por seus inimigos que não

entendiam sua arte; Gilbert, Urban Grandier e Cagliostro foram

mortos por enfrentar a hipocrisia de sua sociedade. Cazotte foi

decapitado em 1792. Robert Cochrane suicidou-se. Crowley foi

perseguido por toda a sociedade de então, transformado em um

símbolo do demônio, era apenas um ser que transcendeu os

limites e recusou-se a participar da patifaria que nos é tão conhecida.

Os bruxos e sacerdotes da pseudo-bruxaria são aqueles que sorriem

para a humanidade, alimentam suas ridículas superstições e por isso

recebem adoração. Mais uma vez repetimos: a Bruxaria não é a

arte do engôdo, não é a arte dos romances de Shakespeare. Para

conhecer os mistérios da vida e da morte, é necessário nascer,

morrer e renascer, processo que custa principalmente a morte de

muitos de nossos conceitos.

Não se conhecem antigos Mistérios através de livros ou manuais de

formação de bruxas instantâneas, não se torna sacerdote dos deuses

aquele que agrada e se submete aos humanos. Sê contrário, vá

contra a correnteza, enfrenta as fortes marés da sujeira humana e

serás digno de viver entre os deuses.

Não tome o sexo por pecado, também não o banalize. Temos no

sexo a mais sagrada de todas as experiências, foi o presente que

os deuses nos deram para que nos assemelhássemos à eles.

Nos templos de Ishtar e Afrodite a prostituição era sagrada, nos

clãs europeus os reis praticavam o Grande Rito com as sacerdotisas

da deusa. Esse rito não era um ato mecânico, era antes uma forma

de unir as duas correntes que por estarem separadas, tornam o

Homem apenas um mortal.

Procura os verdadeiros sacerdotes e a verdadeira ciência. Foge do

povo, encontre aqueles que não amam ninguém, e por isso amam

a todos. Seja o vento, viva nas alturas do Olimpo, próximo das

águias, e acima dos homens. Torna-te forte e use tua força para

destruir aqueles que te restarem, não com o martelo de Thor, mas

com as palavras do velho Voltaire, sopra para longe teu furacão e

derruba velhas casas que dominam a consciência dos homens, ou

a falta dela.

Se buscares realmente a verdadeira Arte, ajoelha-te perante os

deuses, somente à eles. Não seja figurante da comédia, contraria

a farsa e seja servo da verdade. Mas atenta-te para o fato de que a

verdade não é uma somente e que nenhum ser a possui em

totalidade. Desconfia de ti e do teu próximo, e segue o curso

das estrelas, olhando para o alto sem, no entanto, tirar o pé

do chão.

Bem vindos ao meu blog cuja a função e trocar conhecimento !